| Repressão Americana, Liberdade de Expressão |
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| Notícias - Tecnologia | |
| Escrito por Lucas Takahashi | |
| Qua, 25 de Janeiro de 2012 22:42 | |
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Informamos que, durante a semana foi anunciada a prisão de um dos webmasters mais importantes do mundo (19/JAN/2012 - Kim Schmitz), tendo como sua maior obra, a detenção de uma fatia de quase sendo o 13º site mais acessado em toda a web a Megaupload, o que lhes dá 4% de toda a web. Através do espetáculo “cybertira” as autoridades americanas, incluindo a organização FBI, em parceria com autoridades locais fecharam o que chamamos de Top Mirror File Hoster, ou simplesmente Megaupload.com. Mas por que a Mega, e por que só agora? Mesmo tendo muitos outros sites e empresas que hospedam sem se importar nem um pouco com o conteúdo dos arquivos enviados, como a Media Fire e a 4Shared, a união de todos não alcançaria 40% do tamanho da Megaupload em nível global. Além disso, pela esperteza destes, que não operam como chefões de “narcotráfico” com total desprezo á lei. Dentre as 72 páginas da “Mega Conspiração” ou simplesmente inquérito, constava que a Mega gerenciava uma operação milionária, além de opulência e desleixo dentre todos os continentes, convertendo músicas protegidas por direitos autorais, como do 50Cent, episódios de animações como The Simpsons e outros em puro retorno financeiro, dando recompensas para os usuários que ali postassem, subindo cada vez mais conteúdos piratas, lavando dinheiro através do site e pior, gastando das formas mais clarividentes possíveis. Mas que provas eles tem disso? Os agentes federais (USA) apresentaram como provas, e uma delas, aquela que desenhou um enorme alvo sobre as costas, foi a mais obvia, o seu tamanho, que é equiparado à receita de alguns países, inclusive após o grande marketing feito entre gigantes da musica. Era milhões com pouco esforço, apenas publicidade, que supostamente acabaram causando um prejuízo internacional e inflável pela MPAA, de 500 milhões de dólares. A Mega também ofereceu incentivos financeiros para usuários premiuns divulgarem seus links em outros sites, garantindo uma vasta distribuição através da internet em um vasto inventário de conteúdo nos servidores Mega. Esses incentivos passavam de upgrades em downloads e uploads mais rápidos, a dinheiro em espécie. Lavagem de dinheiro? No inquérito, foi explicado e descrito que ocorriam transferências entre contas de Hong Konh, Nova Zelândia, Estados Unidos e outros países da Europa, que pagavam seus super usuários e em outra fatia, retornava para a própria Mega. Considerado Lavagem. Tem mais? Tem sim, foi considerado que os chefões embolsavam uma boa parte dos recursos financeiros captados pela Mega, e gastavam excessivamente tais, com mulheres e outros luxos “caros”. Além disso, é considerado que o Megabox, solução para a compra legal de músicas, aos quais 90% do valor pago iriam diretamente para os artistas, ao invés de 70% irem para a gravadora, como a ITunes, ainda era repassado uma fatia da publicidade provinda dos downloads piratas. Será isso? Ambos são teorias, e nada está transparente, existe negligencia de todos os lados, principalmente dos “aliados” que são os governantes e autoridades, com apoio dos barões da mídia (gravadora, produtora, distribuidora e outros). Mas então? É acreditável por muitos, que isso foi uma investida para o lançamento da lei SOPA, uma verdadeira bomba que deu início a uma verdadeira guerra, que poderá ser até pior que uma guerra civil, a guerra cibernética. Que já derrubou serviços importantes de vários governos, inclusive de companhia de tráfego. Guerra? Dois grupos, um mais conhecido pelas tramoias públicas, os Anonymous, com mais de 5 mil usuários vinculados, derrubaram temporariamente o site do Departamento de Justiça Americana, Casa Branca, FBI, MPAA e da produtora Universal Music Group, considerado por eles o maior ataque promovido, e outro grupo, sem uma identificação e sem numero exato de usuários, realizaram pequenos ataques, como a sistema de vigilância, controladores de tráfego terrestre entre outras. Além dos civis anônimos, grandes empresas demostram insatisfação, não ao caso Mega, mas ao caso PIPA e SOPA. PIPA e SOPA, o que é isso? São leis que beneficiam unicamente a um titular autoral (que detém direito autoral), dá quase que plenos poderes a autoridades mencionadas, para o “boicote” a empresas acusadas de pirataria (distribuição ilegal com ou sem benefício financeiro). Proibindo a exibição do total de conteúdo através da internet sem um documento comprovando seu direito. O que faria o Google a inibir 70% de seu conteúdo. Isso tudo nos Estados Unidos. Mas o que tem isso com a guerra? Ambas, inibem totalmente a quebra de direito autoral, e afetam diretamente líderes mundiais de seus seguimentos, entre eles a gigante Google, que tem capital financeiro superior à renda de países do primeiro mundo. Um dia antes da prisão da Mega, houve um protesto as leis, chamado de “apagão ou blackout”, realizado entre o Google e a Wikipédia. Mas além destes, houve manifestação da Yahoo (grande vítima de censura na china) e do proprietário do Facebook. Mais Polêmicas... No ano passado, foi lançado uma Teaser Comercial, de título Megasong, envolvendo grandes nomes da música como Chris Brown, Snoop Dogg, Mary J Blige, P Diddy, Will.i.am, Alicia Keys e Kanye West, que gerou muitas brigas entre Google (Youtube), parceiros e artistas, principalmente sobre ter ou não o direito de retirar algo do ar (UMG x Artistas + Mega + Google). Andamento... Mesmo nos últimos tempos a Megaupload colaborando com denúncias e políticas mais próximas ao DMCA, a Mega foi acusada com base apenas, nas atuais leis. Conclusão. A maioria dos arquivos hospedados na Megaupload, certamente são legítimos, mas não dá para fingir que a Mega ganhava muito a custas da pirataria, e se as duas leis forem sancionadas, ao invés de uma investigação levar meses, levará menos tempo e muitas empresas honestas acabarão pagando pela conta. No final. Teremos novamente uma briga pré-histórica, onde de um lado, temos a indústria do entretenimento protegendo a CENSURA e do outro as principais empresas da internet defendendo a LIBERDADE DE EXPRESSÃO.
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